Ocidentais apresentam à ONU nova resolução contra o Irã
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quarta-feira, 03 de maio de 2006
Folhapress 
São Paulo - Países ocidentais apresentaram ontem uma nova resolução ao Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) a fim de forçar o Irã a parar imediatamente seu processo de enriquecimento de urânio, mesmo sem especificar sanções. O anúncio foi feito apesar das objeções feitas pela Rússia e China.
Embaixadores da França e dos Estados Unidos disseram esperar que o CS da ONU adote resoluções contra o Irã antes da assembléia de ministros prevista para a próxima segunda-feira em Nova York. A decisão foi tomada após o Irã se negar a interromper o enriquecimento de urânio no último dia 28, dado ao governo iraniano pela ONU.
Ainda estamos finalizando os detalhes do texto, mas nosso objetivo permanece inalterado: por em funcionamento o requerimento apresentado ao Irã no comunicado do CS da ONU de 29 de março (que dava 30 dias para o país abandonar suas atividades nucleares), disse o porta-voz da missão britânica, Justin McKenzie.
Na quinta-feira passada, relatório da AIEA afirmou que o Irã descumpriu as regras da ONU, que solicitava o fim do enriquecimento de urânio. O Irã afirma que suas atividades nucleares têm apenas fins pacíficos.
Diplomatas dos países ocidentais disseram que as recomendações propostas não recomendarão nenhum tipo de sanção, mas terão uma firme proposta contra o desafio de Teerã. Informações não-confirmadas sinalizam que o novo requerimento pode oferecer dar mais 30 dias para que o Irã cumpra as exigências da ONU.
Nicholas Burns, subsecretário do Departamento de Estados dos EUA, disse ontem, após os encontros ocorrido em Paris entre os cinco membros com direito a veto no CS da ONU (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China) mais a Alemanha, que todos concordaram que o programa nuclear iraniano deve ser suspenso, e decidiram começar um debate para definir uma resoluçã
o contra o Irã.
Apesar disso, Burns também demonstrou sua frustração com Rússia e China (sócios comerciais do Irã), que se opõem com resistência a aplicações de sanções econômicas ao Irã.
Ontem o embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, também manifestou sua impaciência com a situação e ameaçou criar uma comissão paralela de países para impor sanções contra o Irã o que ocorreria à parte das decisões do CS da ONU. Em 2003, os EUA contrariaram decisão da ONU e deram início à Guerra do Iraque.
Em resposta, o Irã acusou os EUA de usar táticas abusivas. Não vamos renunciar a nossos direitos nucleares frente ao abuso dos EUA. As falsas ameaças não declinarão nossa vontade, disse Hamid Reza Asefi, porta-voz iraniano.


