Os ministros das Relações Exteriores dos 57 países integrantes da Organização da Conferência Islâmica (OCI), adotaram, em reunião extraordinária, ontem, sobre o terrorismo e a crise afegã, várias conclusões, das quais as mais importantes são:
A condenação veemente dos atos terroristas bárbaros dos quais os Estados Unidos foram alvo, destacando a necessidade de perseguir os autores desses atos em decorrência dos resultados das investigações e de levá-los à Justiça.
A Conferência se declara preocupada com o fato de que a luta contra o terrorismo possa causar vítimas entre civis inocentes no Afeganistão. Reafirma a necessidade de garantir a integridade terroritorial nesse país e de preservar sua identidade islâmica.
Recusa qualquer tentativa destinada a estabelecer um vínculo entre a religião islâmica e os atos terroristas (...) Ressalta a necessidade de estabelecer esforços comuns com o objetivo de reforçar o diálogo e favorecer a comunicação entre o mundo islâmico e o Ocidente.
A Conferência reafirma o repúdio a toda relação entre o terrorismo e o direito dos povos islâmicos e árabes - incluindo os povos palestino e libanês - à autodeterminação, à autodefesa e à resistência a ocupação.
Pede ao Conselho de Segurança da ONU, aos patrocinadores do processo de paz e à União Européia (UE) e seus Estados membros que realizem os máximos esforços efetivos para suspender o bloqueio (...) e garantir uma proteção internacional ao povo palestino.
A Conferência afirma que a ação internacional que busca a segurança e a paz em um mundo livre do terrorismo e da injustiça deve incluir a instauração da paz e da justiça para o povo palestino, além do estabelecimento de um Estado independente com Al Qods (Jerusalém) como sua capital.

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