O surto de ebola que atinge a África Ocidental pode transformar-se em uma crise de segurança regional e global se não for contido, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o combate da doença.
Como todos os participantes do evento, ele defendeu o aumento dos esforços mundiais para limitar o impacto do vírus. "Não fiquem parados pensando que o que nós fizemos é suficiente, porque não é. Se a epidemia não for barrada, essa doença pode causar uma catástrofe humanitária. E em uma era na qual crises regionais podem rapidamente se tornar ameaças globais, conter o ebola é do interesse de todos nós", declarou.
O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, disse que o atraso na resposta ao vírus pode levar a um ritmo "exponencial" de contaminações. "Ebola é uma doença do mundo." Segundo ele, a globalização, a urbanização e a movimentação de pessoas ao redor do mundo ampliam as chances de transmissão do vírus, que antes permanecia isolado. Apesar de reconhecer avanços no combate da doença, Obama afirmou que a resposta está distante do necessário. "Todo mundo tem as melhores intenções, mas as pessoas não estão colocando os tipos de recursos que são necessários para barrar essa epidemia", observou.
Koroma ressaltou que são necessários mais profissionais de saúde, equipamentos, clínicas, ambulâncias, treinamento e apoio logístico contra o ebola.

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