Obama vê risco de ebola virar crise global
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Cláudia Trevisan<br>Agência Estado 
Nova York - O surto de ebola que atinge a África Ocidental pode transformar-se em uma crise de segurança regional e global se não for contido, afirmou nesta quinta-feira o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante encontro da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o combate da doença.
Como todos os participantes do evento, ele defendeu o aumento dos esforços mundiais para limitar o impacto do vírus. "Não fiquem parados pensando que o que nós fizemos é suficiente, porque não é. Se a epidemia não for barrada, essa doença pode causar uma catástrofe humanitária. E em uma era na qual crises regionais podem rapidamente se tornar ameaças globais, conter o ebola é do interesse de todos nós", declarou na reunião, que teve a participação de 20 líderes mundiais.
O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, disse que o atraso na resposta ao vírus pode levar a um ritmo "exponencial" de contaminações. "Ebola é uma doença do mundo."
Segundo ele, a globalização, a urbanização e a movimentação de pessoas ao redor do mundo ampliaram as chances de transmissão de vírus, que antes permaneciam isolados. Apesar de reconhecer avanços no combate da doença, Obama afirmou que a resposta está distante do necessário. "Todo mundo tem as melhores intenções, mas as pessoas não estão colocando os tipos de recursos que são necessários para barrar essa epidemia", observou.
Koroma ressaltou que são necessários mais profissionais de saúde, equipamentos, clínicas, ambulâncias, treinamento e apoio logístico contra o ebola. Na semana passada, os Estados Unidos decidiram enviar 3 mil soldados para apoiar as ações de combate ao ebola na África. O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou na quarta-feira a duplicação, para US$ 400 milhões, dos recursos destinados pela entidade ao combate da doença.


