Obama quer aumentar controle de armas
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que vai estudar possíveis decretos para conter a violência gerada pelas armas de fogo, baseando-se nas recomendações que lhe serão apresentadas hoje pelo vice-presidente, Joe Biden. "Confio que há passos que podemos tomar que não precisariam de ação legislativa", afirmou Obama, em um encontro com pauta dominada principalmente pelas próximas batalhas políticas com o Congresso pelos cortes ao gasto público e o aumento do teto da dívida nacional.
Biden indicará medidas, algumas que requeriam aprovação do Congresso e outras que poderão ser cumpridas por meio de decreto presidencial, para evitar tragédias como o massacre em uma escola primária na cidade de Newtown no mês passado, disse Obama durante a última entrevista coletiva de seu primeiro mandato na Casa Branca - após o evento, o presidente se comprometeu a agir rapidamente para mudar as leis sobre armas de fogo.
No massacre, uma jovem invadiu uma escola primária com armas semiautomáticas de grande poder de destruição, todas compradas legalmente por sua mãe - a quem havia matado momentos antes - e fez 26 vítimas fatais, incluindo 20 crianças, antes de se matar.
Segundo o governante, sua administração estudará medidas "sensatas" para evitar que pessoas como o autor do massacre em Newtown "possa entrar em uma escola e atirar em um monte de crianças".
O presidente ainda afirmou a jornalistas que faz sentido proibir os rifles de assalto. "A crença de que devemos ter um controle maior dos antecedentes, de que podemos fazer um trabalho muito melhor em termos de manter os carregadores de grande capacidade longe das mãos das pessoas que não deveria possui-los, uma proibição de rifles de assalto que seja significativa... essas são coisas que, continuo acreditando, fazem sentido", afirmou.


