Obama pressiona Mianmar por eleições democráticas
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveitou sua participação histórica em encontro da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês), em Cingapura, ontem, para cobrar de Mianmar (antiga Birmânia) a libertação da opositora e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.
Esta foi a primeira vez que um presidente americano encontra os integrantes da Apec. Nos anos anteriores, o país se recusou a comparecer justamente porque não se relaciona com os representantes birmaneses, em protesto ao tratamento dado a Suu Kyi.
Suu Kyi venceu as últimas eleições presidenciais realizadas em Mianmar, em 1990, porém nunca foi autorizada a exercer o poder. Perseguida, passou 14 dos últimos 20 anos presa. Em agosto passado, voltou a ser condenada à prisão domiciliar por ter tido a casa na qual cumpria pena invadida por um americano -o que o regime militar birmanês classificou de infração do regime de prisão domiciliar.
Obama e o premiê birmanês, Thein Sein, se encontraram em Cingapura. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que, no encontro, Obama reiterou a posição que havia explicitado em discurso no Japão, no dia anterior. Na ocasião, o americano disse que as sanções continuarão ''até que haja passos concretos em direção à reforma democrática''.
Para Obama, o encontro de ontem foi uma oportunidade para somar o apoio do Sudeste Asiático à nova estratégia ante Mianmar, de exigir a organização de uma eleição democrática à Presidência, em 2010. Como parte deste novo enfoque, a administração americana enviou, no início de novembro, dois altos funcionários ao isolado país asiático para promover o diálogo político com a junta birmanesa, acusada de graves violações dos direitos humanos.


