Obama pede solidariedade nacional após massacre em escola
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de dezembro de 2012
France Presse 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem aos americanos que sejam solidários com os familiares das vítimas do massacre em uma escola primária de Newtown, Connecticut, e pediu ''medidas decisivas'' para evitar estas ''tragédias''.
''Este fim de semana, Michelle e eu estamos fazendo o que sabemos que todo pai está fazendo: mantendo nossos filhos o mais perto possível e recordando o quanto os amamos'', disse Obama, pai de Sasha, 10 anos, e Malia, 14.
''Há famílias em Connecticut que não podem fazer isto hoje. E eles precisam de todos nós agora. Cada pai nos Estados Unidos tem o coração pesado de dor'', completou Obama em seu programa semanal de rádio.
Vinte crianças, seis adultos e o atirador morreram na sexta-feira em uma escola de Newtown, uma pequena cidade de Connecticut (nordeste), em um dos piores massacres em um centro de ensino dos Estados Unidos.
Como na véspera, Obama destacou que o massacre deve representar o sinal de que é necessário ''tomar medidas significativas para impedir tais tragédias. Independentemente da política policial''.
Ontem, governos de diversos países, incluindo nações que mantém divergências diplomáticas com os EUA, como o Irã, manifestaram condolências aos afetados pelo massacre acontecido na escola primária de Newtown.
O assassino
Pessoas próximas à família Lanza descrevem Adam, 20, como um garoto excessivamente tímido e inteligente, que, contudo, não parecia uma pessoa agressiva.
A polícia ainda procura um motivo para Adam ter matado sua mãe e, logo depois, ter dirigido até a escola primária Sandy Hooks, onde ela trabalharia - e onde ele havia estudado há muitos anos - e disparasse diversos tiros no local, matando 20 crianças e seis funcionários.
Segundo investigação das autoridades, Adam Lanza sofria de transtorno social e tomava medicação.


