Obama pede ajuda para conter violência armada
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Folhapress 
São Paulo - O presidente Barack Obama fez um apelo ontem para que o Congresso americano aprove uma reforma que previna o que qualificou de "epidemia de violência armada" no país. Ele fez repetidas referências à resistência que suas propostas devem enfrentar no Congresso, onde é forte o lobby pró-armas liderado pela NRA (Associação Nacional de Rifles, na sigla em inglês).
Para combater a apatia, ele pediu que os americanos de todo o país cobrem seus congressistas por mudanças. Entre as medidas que o presidente quer ver aprovadas no Congresso estão o fim de falhas em checagens de antecedentes de compradores de armas; o veto às armas de assalto - de maior calibre - e aos cartuchos de alta capacidade; reforço na proteção das escolas; e aumento no acesso a serviços de saúde mental.
O anúncio de Obama é uma reação ao massacre ocorrido há pouco mais de um mês em uma escola da cidade de Newtown, no Estado do Connecticut, que deixou 26 mortos, sendo 20 crianças.
O democrata afirmou que 70% dos membros da NRA defendem as medidas que, para ele, são "questões de bom senso". Poucas horas antes de Obama divulgar o pacote de medidas para reduzir a violência armada, a Associação Nacional do Rifle (NRA, sigla em inglês) lançou um anúncio de TV que se refere às filhas do presidente - Malia e Sasha - que estão em idade escolar.
"As crianças do presidente são mais importantes do que as nossas?", diz o narrador. O vídeo, chamado Levante e Lute, questiona o porquê de o presidente ser "cético" quanto a colocação de seguranças armados nas escolas enquanto suas filhas são protegidas por guardas armados.
As duas filhas de Obama, que frequentam uma escola privada em Washington, são protegidas pelo serviço secreto americano.


