Washington - O presidente Barack Obama reagiu às crescentes críticas internas de que estaria "enfraquecendo" a liderança americana no mundo, dizendo que "nem todo o problema tem uma solução militar" e defendendo o uso da diplomacia e de alianças com outros países. Em discurso na manhã de ontem, na formatura da Academia Militar de West Point (Estado de Nova York), Obama disse que o "isolacionismo não é uma opção", mas voltou a defender a retirada militar do Iraque e do Afeganistão. "Alguns de nossos maiores erros desde a Segunda Guerra Mundial não aconteceram por nossas restrições ao uso da força, mas de nossa vontade de se atirar em aventuras militares", disse aos formandos.
Obama disse preferir fortalecer o sistema internacional, retrucando aos céticos do país "que acham que trabalhar sob a ONU (Organização das Nações Unidas) ou sob leis internacionais é sinal de fraqueza". Obama citou rapidamente o Brasil ao falar dos poderes emergentes pelo mundo. "Do Brasil à Índia, classes médias emergentes competem com a nossa, e governos buscam uma maior voz em fóruns globais", disse.
Ele respondeu às maiores críticas à sua política externa. "Não há respostas fáceis na Síria, nem soluções militares que possam reduzir o sofrimento por lá, em uma guerra cada vez mais sectária", discursou. Mas disse que vai enviar mais ajudas à "oposição moderada" no país, sem dar detalhes, assim como aos países que estão recebendo milhares de refugiados sírios, como Jordânia, Líbano, Turquia e Iraque. Sublinhou ainda a importância de alianças contra a Rússia e a favor da Ucrânia e para deter o programa nuclear iraniano. "Pela primeira vez em uma década, temos uma chance real de atingir um acordo, sem o uso de força, com canais multilaterais que deixaram o mundo do nosso lado. Isso é liderança americana", decretou.

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