São Paulo - O presidente americano, George W. Bush, afirmou ontem que o seu sucessor, o democrata Barack Obama, herdará a constante ameaça de um ataque terrorista contra os Estados Unidos.
''As apostas são altas. Há um inimigo que ainda está aí e que gostaria de atacar os americanos de novo'', disse Bush, em sua última entrevista coletiva antes de deixar a Casa Branca. ''Gostaria de dizer que isso não acontece, mas ainda há inimigos que querem nos atacar. Esta é a realidade do mundo e eu desejo o melhor a ele'', disse Bush, que listou o Irã e a Coréia do Norte entre os inimigos dos EUA.
O presidente, bem humorado, brincou inúmeras vezes com os repórteres, lembrou que Obama terá que enfrentar como prioridade em segurança nacional as negociações sobre a desnuclearização da Coréia do Norte que, após um ano de promessas e ameaças dos dois lados, parece não ter avançado. ''Há uma discussão na comunidade sobre qual o tamanho do problema que eles representam. Eu acho que eles mantêm um programa de enriquecimento de urânio e por isso é importante criar programa forte de verificação'', disse Bush.
Questionado inúmeras vezes sobre as duras críticas que recebeu durante seu governo, Bush disse que a maioria das pessoas com quem se encontra não estão ''bravas e hostis''. ''As pessoas que ficam bravos, gritam, dizem coisas ruins são poucas. Não sei porque elas ficam bravas e hostis'', disse o republicano, que deixa a Casa Branca como um dos presidentes mais impopulares dos EUA. Segundo ele, Obama também ficará desapontado com as críticas, mas não deve se deixar influenciar por elas.

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