São Paulo - Em sua primeira visita ao Afeganistão desde que se tornou presidente dos EUA, Barack Obama afirmou ontem em Cabul que vê progresso na campanha militar no país, mas que o líder afegão, Hamid Karzai, precisa tomar mais medidas para combater a corrupção.
O Air Force One aterrissou em Bagram, ao norte da capital, e Obama foi levado de helicóptero para o palácio presidencial em Cabul, onde foi recebido pelo presidente. ''Quero deixar uma forte mensagem de que a parceria entre EUA e Afeganistão continuará. Nós já vimos progresso na campanha militar contra o extremismo na região'', disse Obama.
''Nós queremos continuar a progredir em relação à boa governança, ao respeito às leis e aos esforços contra a corrupção. Todos esses fatores resultarão em um Afeganistão mais próspero, seguro e independente'', acrescentou o líder americano.
Karzai disse esperar que ''a parceria continue no futuro'', ajudando na construção de um Afeganistão ''estável, forte e pacífico'', que possa se sustentar e ter um futuro melhor.
De acordo com oficiais americanos, ainda ontem Obama deveria pressionar Karzai a combater a corrupção e o tráfico de drogas. Mais tarde, ele iria ouvir um relatório do comandante das forças da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, e discursar aos soldados dos EUA.
Surpresa
Obama deixou Washington na noite de sábado. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, o presidente desejava ''ver de perto'' o progresso na campanha e obter informações atualizadas de McChrystal e de Karl Eikenberry, o embaixador dos EUA.
Em dezembro do ano passado, Obama ordenou o destacamento de 30 mil soldados extras para o Afeganistão e estabeleceu um prazo até a metade de 2011 para a retirada das tropas.
Obama tem uma relação conturbada com o governo de Karzai durante os 14 meses de mandato, cujo pior momento foram os três meses de eleições afegãs no ano passado. Em novembro passado, Eikenberry escreveu em um documento confidencial que vazou para a imprensa que Karzai ''não era um parceiro estratégico adequado''.
A visita ocorre no mesmo dia em que ao menos seis civis morreram e sete ficaram feridos em várias explosões no sul e no oeste do Afeganistão, de acordo com o Ministério do Interior.

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