Obama enfrenta protestos ao tentar reformar saúde
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Folhapress 
Nova York- Uma onda de protestos de instituições e cidadãos conservadores obrigou o governo Barack Obama a rever sua estratégia para a aprovação do projeto de reforma do sistema de saúde dos EUA.
O presidente intensificou a participação em encontros com a população para tirar dúvidas e rebater especulações sobre o projeto, que já foi acusado de financiar aborto com recursos do contribuinte, promover a eutanásia e garantir assistência de saúde para imigrantes ilegais. O governo nega todas as acusações.
A reforma é uma prioridade do primeiro ano do governo Obama. As divergências já levaram a TV a apelidar o período de o verão do nosso descontentamento. Só nesta semana, Obama participa de três encontros sobre o tema. A mudança na saúde é um dos principais fatores para o recuo na avaliação positiva do presidente, que chegou à casa dos 50% após seis meses no poder.
A avaliação do governo é que é necessário rebater críticas, rumores e boatos para evitar que se repita o fracasso na aprovação do projeto no Congresso, como ocorreu no governo Bill Clinton (1993-2001).
Ao elevar a reforma do sistema de saúde ao topo da sua agenda doméstica, Obama e os democratas aumentaram os riscos. Um resultado desfavorável aumenta a chance de repetição do que ocorreu na eleição legislativa de 1994, quando os democratas perderam mais de 50 cadeiras na Câmara dos Representantes (deputados). O erro foi apostar que a aprovação seria mais fácil do que nos anos 90, diz William Galston, do Instituto Brookings.


