Obama enfoca economia e anuncia visita ao Brasil
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - Mais do que o previsto tom econômico, o discurso do Estado da União do presidente americano, Barack Obama, foi marcado pelo incentivo à competitividade dos EUA e pela defesa de pontos-chave de seu governo, como a criação de novos empregos, a reforma da saúde e a política externa.
O presidente pediu aos congressistas que aprovem uma reforma tributária para simplificar os impostos e defendeu cortes. ''Estou propondo um congelamento anual dos gastos nos próximos cinco anos. Isto reduziria o déficit em mais de US$ 400 bilhões na próxima década''.
Disse ainda que a prioridade do governo será a criação de novos empregos e reafirmou a necessidade de congelar o orçamento federal e repensar prioridades, indicando que após o pior da recessão, o país precisa agora reajustar o deficit nas contas públicas.
O desemprego atinge atualmente cerca de 14,5 milhões de norte-americanos, ou 9,4% da força de trabalho. Por isso, a Casa Branca quer garantir que eventuais cortes nos gastos públicos federais não irão abalar a gradual recuperação econômica do país.
''O Secretário da Defesa já concordou em cortar bilhões de dólares em gastos que ele e nossos generais acreditam que o Exército pode perder'', afirmou Obama fazendo clara referência a cortes necessários na Guerra do Afeganistão e nas operações de transição no Iraque.
Quanto à competição com países como a Rússia, a Índia e a China, o presidente foi incisivo ao defender que os EUA precisam se esforçar mais para superarem os países em rápido crescimento. Com relação ao Brasil, anunciou que irá visitar o País em março para criar ''novas alianças''. ''Reiniciamos nossa relação com a Rússia, reforçamos nossas alianças na Ásia e construímos novas parcerias com nações como a Índia. Em março irei ao Brasil, Chile e El Salvador para criar novas alianças para o progresso das Américas'', disse.


