Obama endossa texto pró-gays na ONU
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Folhapress 
São Paulo - Em mais uma iniciativa que contraria políticas de seu antecessor George W. Bush, o presidente americano, Barack Obama, endossou ontem retroativamente uma declaração da ONU pedindo a descriminalização do homossexualismo.
O apoio dos EUA veio quatro meses depois de o documento, simbólico e sem aplicação obrigatória, ser aprovado por 66 países na Assembleia Geral da ONU -entre eles o Brasil.
Outros 50 governos, inclusive os de países islâmicos, o Vaticano e os EUA (então governados por Bush) votaram contra o texto, apresentado em dezembro pela França.O conservador Bush alegava o risco de a declaração contrariar leis americanas. No plano federal, gays não podem assumir sua sexualidade nas Forças Armadas, e alguns Estados não punem empresas que discriminem candidatos a emprego com base na orientação sexual.
O governo Obama disse ontem ter revertido a posição de Bush após obter garantias de que não haverá interferência nas leis americanas. O homossexualismo é considerado crime em 77 países. Em pelo menos sete, como o Sudão, é passível de pena de morte. Apesar de ter apoiado a declaração francesa, o governo brasileiro adotou posições contraditórias sobre o tema.
Em 2003, o Itamaraty apresentou projeto de resolução no Conselho de Direitos Humanos da ONU defendendo o fim da punição legal com base na orientação sexual. Mas o Brasil acabou retirando o texto no início de 2005, temendo boicote dos países islâmicos à Cúpula América do Sul-Países Árabes, realizada Brasília em maio daquele ano.


