Obama e Putin divergem sobre Síria na ONU
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
France Presse 
EUA - Os presidentes americano, Barack Obama, e russo, Vladimir Putin, discordaram ontem sobre o conflito na Síria na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), acusando-se mutuamente de impedir o avanço de uma solução.
Em um momento histórico, Obama também pediu que o Congresso americano suspenda o embargo de seu país contra Cuba, diante dos olhares do presidente Raúl Castro, que participa pela primeira vez do encontro anual da ONU. O presidente insistiu em que as políticas de isolamento de Cuba fracassaram em melhorar a vida dos cubanos. "A mudança não chegará de um dia para outro em Cuba, mas acredito em que a abertura, e não a coação, apoiará as reformas e vai melhorar a vida dos cubanos, assim como também acredito que Cuba terá êxito se buscar a cooperação com outras nações", acrescentou.
"Os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com qualquer país, incluindo Rússia e Irã, para resolver o conflito" na Síria, disse Obama, afirmando que seu país não quer uma nova Guerra Fria com Moscou derivada da crise na Ucrânia.
Obama estabeleceu, no entanto, uma linha vermelha, denunciando aquelas nações que apoiam "tiranos" como o líder sírio Bashar al-Assad, uma referência direta à Rússia e ao Irã por seu apoio militar ao regime de Damasco nesta guerra civil que leva quatro anos e meio e que deixou mais de 240 mil mortos.
A resposta de Putin, presente em uma Assembleia Geral pela primeira vez desde 2005, foi rápida: ao subir ao pódio pediu uma "ampla coalizão" para lutar contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) e assegurou que a rejeição em cooperar com o governo sírio é um "erro enorme".
Esta coalizão seria "parecida com a coalizão contra Hitler", na Segunda Guerra Mundial, e os países árabes "teriam um papel-chave", explicou Putin, que também coincidiu pela primeira vez com Obama na grande cúpula anual da ONU.
"Seria um erro enorme não cooperar com aqueles que combatem frontalmente o terrorismo. Devemos reconhecer que ninguém, salvo as Forças Armadas do presidente Assad, combatem realmente o Estado Islâmico e outras organizações terroristas na Síria", completou.


