Chicago, EUA- Após 21 meses de campanha, 33 debates, US$ 660 milhões arrecadados e milhares de milhas voadas e cidades visitadas, o candidato democrata negro Barack Hussein Obama Júnior, de 47 anos, chega ao dia D das eleições presidenciais mais longas e surpreendentes da história recente dos Estados Unidos como o favorito, à frente de seu oponente, o republicano branco John Sidney McCain 3º, de 72 anos.
Barack Obama ganhou pontos também em importantes fatias do eleitorado, como operários brancos e mulheres brancas mais velhas -dois dos universos que mais apresentaram resistência a seu nome durante o processo de primárias de seu partido- e eleitores independentes e indecisos. Nas últimas horas, John McCain apertou a diferença em algumas corridas locais, mas o estreitamento da vantagem era previsto.
Ainda assim, é preciso olhar as pesquisas com precaução, não só pelo seu histórico recente -levantamentos erraram am algumas ocasiões importantes durante as primárias-, mas principalmente pelos vários componentes inéditos desta corrida. Não há consenso entre analistas e pesquisadores sobre qual peso terá -se é que terá algum- o fator racial.
Do mesmo jeito, espera-se um número recorde de eleitores, que deve ultrapassar os 130 milhões. Esse comparecimento em massa, aliado a um sistema precário de votação que ainda conta com cédulas de papel perfuradas em alguns lugares e critérios de identificação que mudam de cidade a cidade, pode atrasar ou conturbar o processo em Estados importantes como Ohio e Flórida.
É nessas três variantes ou numa virada de última hora, que repousa a esperança de John McCain. O candidato foi prejudicado pela maior crise financeira da história do país, que acontece sob a guarda de seu companheiro de partido, George W. Bush, há oito anos na Casa Branca.

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