Obama e Cameron defendem mais pressão contra Assad
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos EUA, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, decidiram ontem aumentar a pressão sobre o ditador da Síria, Bashar Al Assad, e dar mais ajuda aos rebeldes sírios.
Em reunião, Obama e Cameron disseram que vão continuar a buscar evidências do uso de armas químicas no país. Para o presidente americano, a aplicação das armas de destruição em massa é motivo para que os EUA intervenham no conflito, que dura mais de dois anos.
"Nós continuaremos a trabalhar para estabelecer as provas do uso de armas químicas na Síria e essas provas nos ajudarão a dar os próximos passos na resolução do conflito", disse Obama.
"Juntos, nós iremos continuar com nossos esforços para aumentar a pressão sobre o regime de Assad, fornecer ajuda humanitária aos sírios, reforçar a ajuda à oposição moderada e preparar o caminho para uma Síria democrática sem Assad."
Cameron anunciou que Londres dobrará a ajuda não letal aos rebeldes sírios, em especial elementos de comunicação e alimentos. Desde o início do conflito, os países ocidentais estão receosos em armar os rebeldes devido à infiltração de grupos terroristas.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 70 mil pessoas morreram na Síria desde março de 2011, quando começaram os conflitos entre as tropas do regime de Bashar Al Assad e os rebeldes. Grupos de direitos humanos, no entanto, afirmam que o número ultrapassa os 80 mil.
Para Cameron, é necessário acabar a paralisia da comunidade internacional, causada pela divergência entre os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU com poder de veto. De um lado, EUA, Reino Unido e França, que apoiam os rebeldes, e Rússia e China, defensores de Assad.
Devido à posição de Moscou e Pequim, três resoluções contra o regime de Assad foram vetadas no conselho, o que contribuiu para complicar a crise síria. Na semana passada, Cameron se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, para tentar mudar a posição russa.
"A história da Síria está sendo escrita com o sangue do seu povo e isto está acontecendo sob nossos olhos. É preciso que o mundo chegue a um acordo para acabar com a carnificina."


