Obama diz que ataque é fruto de extremismo doméstico
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Anna Virgínia Balloussier<br>Folhapress 
Nova York - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou ontem que o ataque à boate LGBT Pulse, em Orlando, que deixou ao menos 50 mortos, é fruto do crescimento do "extremismo doméstico". Não há evidência de que o atirador Omar Mateen tenha agido sob comando de uma rede terrorista, apesar de o Estado Islâmico ter reivindicado a ação, disse. "Parece que o atirador se inspirou em várias informações extremistas disseminadas na internet", afirmou. O ataque pode ser ato de um atirador solitário, e não parte de um plano terrorista maior, segundo Obama.
O mandatário voltou a criticar o acesso facilitado a armas no país e lembrou de outros atentados caseiros desconectados com a fé muçulmana, como o extermínio de nove pessoas numa igreja numa comunidade negra de Charleston, Carolina do Sul, em 2015.
Segundo a polícia, no começo do ataque, Mateen ligou ao 911 (serviço de emergência), jurou lealdade ao Estado Islâmico e louvou outro atentado terrorista, na maratona de Boston, três anos antes. Horas depois, uma rádio ligada à facção islâmica disse que ele era "um de seus soldados".
O ataque em Orlando gerou uma série de debates políticos na mídia dos EUA. Além do posicionamento de Obama, os prováveis candidatos à Presidência, Donald Trump e Hillary Clinton, falaram sobre o atentado. O republicano Trump acusou a rival democrata, Hillary, de não ter coragem de usar o termo "Islã radical", o que ela acabou fazendo. Ao lamentar o atentado, Hillary fez menções diretas ao perfil da boate, LGBT. Trump, não.


