Obama defende troca de prisioneiros de Guantánamo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de junho de 2014
Isabel Fleck<br>Folhapress 
Nova York O presidente Barack Obama defendeu ontem, na Polônia, a decisão de libertar cinco prisioneiros de Guantánamo em troca do sargento Bowe Bergdahl, que estava havia quase cinco anos em poder do Taleban no Afeganistão. Depois que Bergdahl foi solto, no fim de semana, o governo americano se tornou alvo de críticas da oposição pelos riscos assumidos ao libertar cinco prisioneiros considerados perigosos em troca do militar - que, segundo ex-colegas, seria um desertor.
"Nós não deixamos nenhum homem ou mulher de farda para trás", disse Obama, durante coletiva de imprensa. Segundo o presidente, a libertação dos cinco prisioneiros talebans não coloca os EUA em risco, porque eles ficarão sob custódia do Catar, que vai monitorá-los de perto. Obama disse ainda que não teria autorizado a troca "se pensasse que isso seria contrário à segurança nacional dos EUA".
"Nós vínhamos consultando o Congresso há algum tempo sobre a possível necessidade de realizar uma troca de prisioneiros para libertar Bergdahl", disse. "Nós vimos uma oportunidade, e estávamos preocupados com sua saúde. Tínhamos a cooperação do Catar para realizar a troca e aproveitamos a oportunidade", completou.
Obama se recusou a dizer se o sargento corre o risco de ser punido por, aparentemente, ter abandonado o posto. Ele destacou que Bergdahl sequer foi interrogado. "Ele vai ter que passar por uma transição significante de volta à vida. Ele nem encontrou com sua família ainda", disse. O presidente, contudo, minimizou o debate sobre a possível deserção. "Independentemente das circunstâncias, nós traremos de volta um soldado americano que esteja capturado. Ponto."


