Obama considera plano russo positivo
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segunda-feira, 09 de setembro de 2013
France Presse 
Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que a proposta da Rússia para que a Síria submeta suas armas químicas a controle internacional é "potencialmente positiva" e prometeu levá-la a sério. "É um desenvolvimento potencialmente positivo", disse Obama à emissora de televisão americana CNN.
"Se pudermos esgotar os esforços diplomáticos e alcançar uma fórmula que dê à comunidade internacional um mecanismo verificável e aplicável para lidar com essas armas químicas na Síria, então, sou a favor disso", acrescentou Obama.
Ontem, a Rússia propôs que a Síria submeta seu arsenal de armas químicas a controle internacional, para evitar um ataque americano. A proposta foi rapidamente aceita pelo governo sírio de Bashar al-Assad e recebida com satisfação pela ONU e por países como França e Alemanha.
A votação prevista para amanhã no Senado sobre a proposta do governo de lançar ataques contra a Síria foi adiada diante do plano russo, informou o senador democrata Harry Reid.
"Não acho que precisemos" votar rapidamente, disse o líder da maioria democrata no Senado, poucas horas depois do anúncio da votação para quarta-feira. "Acho que devemos dar ao presidente (Barack Obama) a oportunidade de falar com os 100 senadores e com os 300 milhões de americanos" antes de votar, acrescentou.
Curitiba
Integrantes da comunidade árabe no Paraná realizaram um protesto ontem, no centro de Curitiba, contra a possível invasão militar dos Estados Unidos. Estima-se que de 10 a 15 mil sírios e descendentes morem no Estado, sendo 4 mil na capital. A concentração começou por volta de 9 horas, na Praça Santos Andrade, de onde os aproximadamente 80 manifestantes seguiram em passeata até a Boca Maldita. Munidos de faixas e bandeirinhas do país, eles entoavam gritos como "Viva a Síria!", "Viva o Líbano" e "Viva o Brasil". Para apoiar a manifestação, os comerciantes de origem árabe fecharam as portas dos estabelecimentos.
Relatórios divulgados pela inteligência norte-americana sustentam que mais de 1,4 mil pessoas morreram no último dia 21 de agosto, vítimas de ataques com produtos químicos. No entanto, os sírios contestam a informação.
"Os Estados Unidos, de maneira arrogante, autoritária e antidemocrática, e é bom que se diga, o governo dos Estados Unidos, porque a maior parte da população americana, conforme as pesquisas, é contrária à guerra, procuram atacar um país soberano, que tem um presidente legalmente constituído", afirmou o diretor de Comunicação da Sociedade Beneficente Muçulmana no Paraná, Omar Nasser Filho.
(Colaborou Mariana Franco Ramos/Equipe Bonde)


