Obama consegue apoio republicano
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terça-feira, 03 de setembro de 2013
France Presse 
Washington - O presidente americano, Barack Obama, obteve ontem o apoio dos principais líderes da oposição republicana para um ataque militar limitado na Síria. Obama teve uma reunião na Casa Branca com congressistas de ambas as Câmaras do Congresso e os membros das mais importantes comissões legislativas.
No encontro, o presidente voltou a defender que o uso de armas químicas, atribuído ao governo sírio, representa uma "séria ameaça à segurança nacional" dos Estados Unidos e a toda a região. Por isso, frisou Obama, "Bashar al-Assad e a Síria devem prestar contas".
Obama disse que pedirá uma "votação rápida" aos congressistas para uma intervenção militar "limitada" e sem tropas terrestres. Na saída da reunião, o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, disse à imprensa que apoiará "o apelo do presidente em favor de uma ação" militar. O congressista Eric Cantor, líder da bancada republicana, também apoiou Obama.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu cautela e disse que um ataque militar contra a Síria pode agravar o conflito. Ele insistiu que as potências do Conselho de Segurança se unam para impedir o uso de armas químicas, e que qualquer ação aconteça de acordo com a Carta das Nações Unidas. "Devemos considerar o impacto de qualquer ação punitiva nos esforços para evitar um banho de sangue maior e facilitar uma solução política do conflito", afirmou Ban.
Neste contexto de tensão, a Rússia - aliada do regime de Assad - detectou o lançamento de dois mísseis de cruzeiro no mar Mediterrâneo. Ambos caíram no mar.
Um dos lançamentos foi efetuado como parte de um exercício bilateral Israel-EUA, como um "teste" e "não tem nada a ver" com uma possível ação militar americana na Síria, declarou o porta-voz do Pentágono, George Little.


