São Paulo- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou às 19h55 de ontem (15h55 em Brasília) a Londres, ao lado da primeira-dama, Michelle, para participar da cúpula do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). Esta é a primeira grande viagem internacional de Obama como presidente.
Durante o G20, Obama deverá ter reuniões paralelas com outros líderes, inclusive da Rússia e da China. Depois, ele segue para a fronteira da França com a Alemanha, onde participa de uma reunião da Otan (aliança militar ocidental).
Com os encontros, Obama pretende conquistar boa vontade ao mostrar um estilo diferente do do antecessor, o impopular George W. Bush (2001-2008). Para especialistas, o clima de entusiasmo que os europeus cultivam quanto a Obama deve garantir um tom positivo pelo menos nas reuniões com o premiê britânico, Gordon Brown, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
Em seus compromissos, Obama deverá tratar, principalmente, da crise econômica mundial e das suas novas estratégias para a guerra no Afeganistão. ''Por ele ser popular e não ser Bush, os líderes europeus têm interesse que isso seja visto como um primeiro encontro bem-sucedido'', afirmou P.J. Crowley, integrante do think-tank Centro pelo Progresso Americano.
O governo dos Estados Unidos anunciou, ontem, que tentará obter um assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, distanciando-se de outra decisão do governo anterior, de George W. Bush, que boicotou o organismo em 2006. Um comunicado assinado pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e pela embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, frisou: ''os Estados Unidos buscarão um assento este ano no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas com o objetivo de trabalhar para torná-lo um corpo mais eficiente para promover e proteger os Direitos Humanos''.

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