São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que ainda há muito trabalho a ser feito no país em relação à tributação e que o momento atual é de ''tudo ou nada'' para a classe média americana. As declarações foram feitas após o presidente assinar o projeto de lei que prevê a extensão por dois meses do corte de impostos de 160 milhões de trabalhadores, que expiraria em 31 de dezembro.
O Congresso americano aprovou ontem a medida, dando fim temporário a um ano de impasse em torno do tema polêmico. Em janeiro, a Câmara e o Senado devem retomar as negociações em torno da extensão do prazo durante um ano.
Obama pediu aos parlamentares dos EUA que trabalhem ''sem drama'' para que o benefício projetado para os dois primeiros meses de 2012 se estenda por todo o resto do ano. ''Estou feliz de poder dizer que eles aprovaram a medida'', afirmou.
A medida visa estimular o consumo e preservar empregos em um momento em que a economia dos EUA dá os primeiros sinais de recuperação. Como contrapartida, a Casa Branca deve aumentar os gastos públicos em US$ 33 bilhões. Além disso, o acordo estende benefícios para quem está desempregado há mais tempo e dá continuidade às atuais parcelas de pagamento do Medicare - novo sistema de seguros-saúde gerido pelo governo dos EUA - para os médicos.

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