Obama busca apoio para isolar Rússia
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segunda-feira, 24 de março de 2014
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu ontem com seu colega chinês, Xi Jinping, tentando buscar o apoio de Pequim para isolar a Rússia no conflito com a Ucrânia pelo domínio da região autônoma da Crimeia.
Os dois se encontraram em Haia, na Holanda, onde participam da Cúpula de Segurança Nacional. Com a crise na Ucrânia, o fórum virou área de discussão sobre as represálias a Moscou, deixando de lado o tema central, o terrorismo nuclear.
Segundo a Casa Branca, Xi defendeu uma solução política para a crise e reafirmou a importância da soberania nacional. No entanto, Pequim descartou ações mais duras, como as sanções econômicas feitas pelos Estados Unidos e a União Europeia.
A Chancelaria chinesa não fez comentários sobre a reunião. Embora tenha se aliado à Rússia em outros problemas diplomáticos, como a guerra civil na Síria, a China se absteve no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em uma resolução sobre Crimeia.
Estados Unidos, França e Reino Unido votaram a favor da medida, que teve o veto de Moscou. De acordo com analistas, a China se absteve por um lado para manter a boa relação com os vizinhos russos e para não abrir precedentes para os separatistas Tibete e Xinjiang, por outro.
Mais cedo, Obama disse que está junto com a União Europeia em sua posição de aplicar sanções à Rússia. Porém, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, disse que os Estados Unidos e os outros países do G7 não pretendem tirar os russos do G8 por enquanto.
Horas depois, entretanto, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que não haverá reunião do G8 enquanto a Rússia continuar a agir contra a Ucrânia. O encontro, que seria na cidade russa de Sochi em junho, foi suspenso devido à anexação da Crimeia.
Crimeia
Ontem o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, defendeu novas soluções para fornecer energia à Crimeia para evitar novas falhas do fornecimento vindo da Ucrânia. Cerca de 60% da península ficou sem luz durante a madrugada, no que a Ucrânia disse ser uma falha nas linhas de transmissão.
Dentre as alternativas avaliadas por Medvedev, estão a criação de termelétricas na Crimeia ou a criação de uma linha de transmissão entre o território russo e a península pelo estreito de Kerch.


