Washington - Com lágrimas nos olhos ao lembrar de massacres recentes no país, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem um pacote de medidas para aumentar o controle de armas de fogo. Entre elas, checagens mais rigorosas dos antecedentes de quem compra armas e a exigência de licenças de todos os que as vendem.
Sem apoio do Congresso, controlado pela oposição republicana, Obama recorreu a seu poder como presidente para apresentar as medidas em ordens executivas, que não passam pelo Legislativo.
O presidente ressaltou seu espanto com a dificuldade em aprovar medidas "de bom senso" no Congresso, devido à resistência da oposição republicana.
"Como isso se tornou um tema tão partidário?", indagou o presidente, citando antecessores republicanos, como Ronald Reagan e George W. Bush, que manifestaram apoio a um processo mais rigoroso de checagem dos compradores de armas. Já que não há o aval do Congresso, disse Obama, é dever do presidente agir dentro de suas atribuições. "Não podemos esperar."
Segundo a Casa Branca, mais de 100 mil pessoas morreram nos EUA em consequência de atos violentos com armas de fogo na última década, sem contar "centenas de milhares de suicídios e meio milhão de feridos". Obama se emocionou ao lembrar de massacres praticados por atiradores, especialmente o que deixou 28 mortos numa escola do estado de Connecticut (norte) em 2012, sendo 20 crianças.

mockup