Denver- O presidente americano, Barack Obama, assinou ontem um gigantesco plano de recuperação de 787 bilhões de dólares que representa, segundo ele, o ''início do fim'' da pior crise nos Estados Unidos em várias décadas.
Obama admitiu que a maior economia mundial ainda não resolveu todos seus problemas. ''Não vou fingir que o dia de hoje marca o fim dos nossos problemas econômicos. Ele também não representa a totalidade do que vamos fazer para resolver a situação econômica'', declarou Obama em Denver, no Colorado (oeste dos EUA), pouco antes de assinar o plano que consiste basicamente em investimentos em obras públicas para criar empregos e em cortes de impostos para estimular o consumo.
''No entanto, o dia de ontem marca o início do fim. O início do que temos de fazer para criar empregos para os americanos às voltas com as demissões; o início do que temos de fazer para aliviar famílias que ainda não sabem se poderão pagar o aluguel do próximo mês; o início, os primeiros passos necessários para recolocar nossa economia em fundações mais sólidas e abrir o caminho para o crescimento e a prosperidade no longo prazo'', discursou o presidente americano.
De acordo com Obama, o plano salvará ou criará mais de 3,5 milhões de empregos em dois anos, e assentará as bases de uma nova economia alimentada pelo desenvolvimento sustentável. Antes de assinar o plano, Obama visitou uma instalação solar para mostrar como o dinheiro será utilizado em prol das fontes de energia sustentáveis.
A aprovação deste plano, na semana passada, pelo Congresso, representa um grande sucesso para Obama, que não mediu esforços para defender seu projeto. Ele assinou o documento na mesma cidade onde aceitou representar o Partido Democrata na eleição presidencial de novembro passado.
A economia americana, que perdeu 3,6 milhões de empregos desde o início da recessão, ainda está longe da recuperação. O próprio Obama insistiu no fato de que este plano será apenas um dos componentes da ação do governo.

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