Obama assina decreto que bloqueia ativos do Irã
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O presidente americano, Barack Obama, assinou ontem novas sanções contra o Irã, pressionado a abandonar seu programa nuclear pelos EUA e europeus. Entre as medidas está o bloqueio de todos os ativos iranianos nos Estados Unidos.
Obama assinou a ordem executiva bloqueando também os bens do banco central iraniano que estiverem nos EUA. Segundo ele, a decisão se baseia no fato de que a autoridade monetária do Irã e outros bancos do país realizam práticas enganosas para esconder certas transações financeiras.
O decreto atinge principalmente o setor financeiro iraniano, incluindo o banco central e ''toda instituição financeira'' no país, e promove a entrada em vigor de sanções já previstas na lei de financiamento do Pentágono que Obama havia promulgado em 31 de dezembro.
''Determino que as sanções adicionais são necessárias, particularmente à luz das práticas enganosas do Banco Central do Irã e de outros bancos iranianos para ocultar transações de partes sancionadas; das deficiências no combate do governo iraniano à lavagem de dinheiro e os pontos fracos em sua implementação; e do risco contínuo e inaceitável representado para o sistema financeiro internacional pelas atividades do Irã'', disse em carta ao Congresso.
A ordem executiva, descrita como mais um esforço dos EUA para isolar o Irã, impede que ativos considerados de controle dos EUA - incluindo sucursais estrangeiras de bancos americanos - de serem transferidos, pagos, exportados ou retirados.
As novas sanções se somam a outras adotadas nos últimos meses pelo governo de Obama e de algumas nações aliadas suas para tentar deter o programa nuclear iraniano, que certas nações ocidentais consideram ter fins militares.
Tais nações ocidentais passaram a acusar o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgar um relatório em novembro de 2011 sobre as atividades do programa persa.
Teerã se defende, dizendo que o relatório era baseado em informações falsas de órgãos de inteligência ocidentais e que o programa é inteiramente pacífico. Segundo o Irã, os resultados serão usados na produção de energia e tratamentos médicos.


