São Paulo - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que seu plano para criar ao menos 2,5 milhões de novos empregos inclui o maior investimento em infra-estrutura desde 1950, um esforço massivo para reduzir o consumo de energia do governo e a implementação de banda larga nas escolas. A promessa chega em meio ao pessimismo dos americanos que vivem um período de recessão econômica e altas taxas de desemprego.
''Precisamos de ação e precisamos agora'', disse Obama, no programa de rádio semanal do Partido Democrata, um dia após dados do governo apontarem que o país perdeu 533 mil postos de trabalho em novembro, maior taxa em 34 anos.
Obama prometeu trabalhar para acabar rapidamente com a recessão que já empurrou a taxa de desemprego para 6,7% e pode ultrapassar os 8% no próximo ano. Ele quer diminuir o gasto de energia dos prédios públicos. ''Nosso governo paga a maior conta de energia do mundo. Primeiro, nós lançaremos um esforço massivo para tornar os prédios públicos mais eficientes no consumo de energia''.
Para isso, ele quer substituir os antigos sistemas de calefação e instalar lâmpadas mais eficientes que ''poupariam bilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes e criariam novos empregos''.
Outra saída para a criação de empregos seria ''o maior investimento na infra-estrutura nacional desde a criação do sistema ferroviário nos anos 1950''. Neste plano, explica Obama, os Estados perderiam o dinheiro federal a menos que agissem rapidamente para construir ou reformar estradas e pontes. ''Nós aplicaremos uma regra simples, use ou perca'', disse o presidente eleito, que não precisou valores.
Obama, que reitera constantemente que quer assumir em 20 de janeiro com a máquina governamental já funcionando, disse ainda que os EUA farão um grande esforço para expandir o acesso à internet de alta velocidade e modernizar os prédios das escolas de todo o país. O tema, que parece não ser prioridade para os norte-americanos mais preocupados com a recessão econômica, faz parte da plataforma eleitoral do democrata que afirma que o bom funcionamento da economia está atrelado a políticas sociais.

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