Washington, EUA - Barack Obama confirmou ontem que o rosto de seu governo para o mundo terá Hillary Clinton à frente da diplomacia, Robert Gates no comando das armas e James Jones cuidando da estratégia. O presidente eleito dos EUA anunciou os três nomes para, respectivamente, os departamentos de Estado e Defesa e o Conselho de Segurança Nacional.
Como no ditado americano sobre a indumentária das noivas, o cerne de política externa e segurança nacional do governo obamista tem algo novo (Jones, considerado diplomático e bipartidário), algo velho (a volta da ex-primeira-dama ao centro de decisões oito anos após deixar a Casa Branca) e algo emprestado (Gates, que há dois anos ocupa o cargo sob Bush).
Em entrevista coletiva em Chicago, Obama justificou a escolha. ''Eles concordam com meu pragmatismo sobre o uso do poder e minhas intenções quanto ao papel dos EUA como líder''. Como no discurso da vitória, em 4 de novembro, e no programa radiofônico por ocasião do Dia de Ação de Graças, na quinta, Obama voltou a usar a expressão que o novo governo, que assume em 20 de janeiro, parece querer emplacar como o equivalente moderno do ''New Deal'' (novo acordo) de Franklin Roosevelt: ''Neste mundo de incertezas, chegou a hora de um novo começo, uma nova aurora da liderança americana''.

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