São Paulo- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou ontem sua nova e ''abrangente'' estratégia para a Guerra do Afeganistão, iniciada em 2001 por uma coalizão liderada pelos EUA em resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro. Em anúncio oficial, Obama afirmou que a rede terrorista Al Qaeda -responsáveis pelos ataques- encontrou solo seguro no Paquistão e por isso os EUA devem expandir a ''guerra ao terror'' para o país vizinho.
''Oito anos depois do 11 de Setembro, a Al Qaeda, incluindo sua liderança, Osama Bin Laden, foram para Paquistão'', afirmou Obama. ''Muitos especialistas alertam que a Al Qaeda está preparando ataques enquanto fica segura no Paquistão e, se deixarmos a situação como está, o país se tornará a sede do grupo que quer destruir os Estados Unidos.''
Em uma crítica indireta ao antecessor George W. Bush, Obama afirmou que, desta vez, os investimentos americanos não serão marcados pelo desperdício e ineficiência. ''Não escreveremos um cheque em branco. O Paquistão precisa mostrar trabalho'', disse o democrata, que pediu ao Congresso americano que aprove lei que triplicará para US$ 1,5 bilhão anual o investimento americano no país pelos próximos cinco anos.
''Peço que o Congresso aprove esta lei para ajudar a construir escolas, ajudar a reconstruir a infraestrutura do país'', disse Obama, que pediu ainda a aprovação de um segundo projeto de lei que ''ajuda a desenvolver a economia na fronteira e criar oportunidades''.
Obama afirmou ainda que Al Qaeda e seus aliados ''são um câncer que arrisca acabar com o Paquistão'' e reiterou que o objetivo central da nova estratégia da ''guerra ao terror'' liderada pelos americanos será ''dividir, destruir e derrotar a Al Qaeda no Paquistão e no Afeganistão e evitar que eles voltem a ambos os países no futuro''.

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