Imagem ilustrativa da imagem Obama acredita que venceria Trump
| Foto: Nicholas Kamm/AFP
Presidente democrata encerra segundo e último mandato em pouco mais de três semanas


Washington - O presidente Barack Obama afirmou que poderia ter sido reeleito para um terceiro mandato e que o país ainda abraça amplamente sua visão política, apesar da eleição no mês passado de Donald Trump para sucedê-lo. Estas declarações do líder americano foram feitas em uma entrevista publicada no podcast "The Axe Files", produzido pela CNN e pela Universidade de Chicago. Obama, que encerra seu segundo e último mandato no cargo em pouco mais de três semanas, disse acreditar que o público americano ainda apoia sua visão progressista, apesar de ter votado em Trump - seu oposto político.
"Acredito nesta visão porque estou confiante de que, se tivesse concorrido de novo e articulado isso, acho que poderia ter mobilizado a maioria do povo americano para apoiar", declarou Obama ao entrevistador, seu antigo assessor sênior David Axelrod, na mais recente de várias entrevistas de fim de mandato que ele tem participado. Ele mostrou pesar pela derrota dos democratas nas eleições presidenciais, quando Hillary Clinton perdeu para Trump em um resultado surpreendente.
"Perder nunca é divertido", disse a Axelrod, um estrategista político que ajudou a criar a campanha presidencial de Obama de 2008 e o acompanhou até a Casa Branca.
No início de dezembro, Obama fez um discurso sobre seu legado político e que também serviu de mensagem a seu sucessor.
O ainda presidente americano reivindicou uma ruptura com os anos de George W. Bush (2001-2009), recordando que ordenou a retirada de soldados americanos do Iraque e do Afeganistão.
"Em vez de colocar toda a responsabilidade nas tropas americanas, construímos uma rede de aliados", destacou o presidente.
Obama recordou ainda a bem sucedida operação contra o chefe da Al-Qaeda, Osama bin Laden, em 2011, e afirmou que hoje a organização não passa de uma sombra de si mesma e que os Estados Unidos enfraqueceram o Estado Islâmico.
"Mas a ameaça terrorista permanece real", advertiu o presidente, apontando para as "falsas promessas" dos que pretendem acabar com o risco terrorista de um dia para o outro.

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