O promotor Kenneth Starr não desiste
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sábado, 13 de fevereiro de 1999
France Presse 
Por mais que esteja livre do processo de impeachment no Senado, Clinton continua ameaçado pelo promotor especial Kenneth Starr, que não descarta a possibilidade de levá-lo à justiça comum. Os dois homens têm um ódio feroz um do outro.
De modo discreto, o promotor continua tecendo uma rede para caçar Clinton, na medida em que prossegue com as investigações sobre o presidente. A primeira delas, sobre o escândalo Whitewater, explodiu há mais de quatro anos.
Segundo a lei, o promotor independente não tem limite de tempo nem de dinheiro e só o responsável pelo Departamento de Justiça pode eventualmente decidir sobre seu afastamento. O jornal The New York Times afirmou que Starr está certo de contar com o poder de acusar um presidente em exercício, algo que os especialistas negam, devido à separação de poderes.
Os técnicos parecem estar de acordo: se o obstinado fiscal acusar Clinton, eventualmente por perjúrio e obstrução à justiça, o caso passaria à Corte Suprema, que se verá obrigada a decidir sobre a constitucionalidade ou não de uma ação contra o presidente. Mesmo que a Corte dê razão a Starr, como fez algumas vezes no passado, nada assegura que possa obter a condenação do presidente por um tribunal popular, especialmente em Washington, cidade que ostenta uma maioria negra e democrata.
Em relação ao caso Lewinsky, Starr continuou investigando Kathleen Willey, uma antiga democrata que acusou o presidente de comportamento impróprio na Sala Oval e que afirmou ter sido vítima de atos de intimidação.
Além disso, o Congresso deu mais corda a Starr. O líder da maioria republicana no Senado, Tren Lott, exigiu ontem a investigação sobre um suposto sistema de escuta telefônica na Casa Branca que poderia ter captado conversações entre Bill Clinton e Monica Lewinsky.
No entanto, ninguém duvida de que à luz da absolvição do Senado, o impopular Starr será submetido a intensas pressões para acabar com suas investigações, que custaram mais de 40 milhões de dólares aos contribuintes norte-americanos.
Segundo The New York Times, o Departamento de Justiça decidiu abrir uma investigação contra o promotor, suspeito - entre outras coisas - de ter ocultado seus contactos com os advogados de Paula Jones enquanto solicitava a autorização para investigar o caso Lewinsky.


