O líder
Em Jacarta, o presidente da CNRT (Conselho Nacional de Resistência Timorense), Xanana Gusmão (foto), principal líder pró-independência, disse temer ‘‘um genocídio em Timor Leste’’. ‘‘Prevemos uma total destruição numa tentativa desesperada dos generais e políticos indonésios de negar liberdade ao povo.’’ Gusmão, condenado a 20 anos de prisão, será solto na quarta-feira e conduzido a Dili. Com a onda de violência, não se viu grandes comemorações por parte dos timorenses. Mesmo assim as pessoas estavam otimistas. ‘‘Quando chegar o Timor Leste independente, nós teremos dinheiro para nos tratar’’, disse Acácio da Costa Carvalho, 42 anos, que levou um tiro na perna direita no ataque à sede da ONU na semana passada. Ele era uma das seis pessoas atendidas em uma precária clínica em Dili.

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