O destino dos ditadores
Se Pinochet for liberado por Londres, terminará seus dias tranquilamente no Chile, como o paraguaio Alfredo Stroessner no Brasil ou o ugandense Amin Dada na Arábia Saudita, escapando ao destino do ex-homem forte do Panamá, Manuel Noriega, sequestrado e condenado nos EUA.
MANUEL NORIEGA: O ex-líder militar do Panamá, apoiado longo tempo pelos EUA, foi descartado por Washington quando se negou a apoiar sua campanha contra a Nicarágua esquerdista. Os americanos invadiram o Panamá em 1989, detiveram-no e o condenaram em Miami por tráfico de droga a 40 anos de prisão.
ALFREDO STROESSNER: Derrubado em 1989 depois de 35 anos de ditadura no Paraguai, fugiu para o Brasil onde vive tranquilo e confortavelmente numa bela residência de Brasília.
IDI AMIN DADA: O mais conhecido ex-ditador da África tomou o poder em 1971 em Uganda e foi deposto em 1979 pelo exército da Tanzânia que invadiu seu país. Fugiu para a Arábia Saudita e vive perto de Jedá.
JEAN-CLAUDE DUVALIER: O filho do ‘‘Papa Doc’’, apelidado ‘‘Baby Doc’’, converteu-se em presidente vitalício do Haiti em 1971 até que foi derrubado em 1986 e se instalou na França, que lhe ofereceu asilo ‘‘temporário’’. Doente e pobre depois que sua ex-mulher lhe tirou de sua fortuna, o segredo cerca seu paradeiro.
RAUL CEDRAS: Tomou o poder no Haiti em 1991 e o perdeu em 1994 quando o país foi invadido por tropas enviadas pelos EUA sob a bandeira da ONU. Vive fastuosamente na Cidade do Panamá.
REYNALDO BIGNONE: Último presidente da ditadura militar argentina de 1982 a 1983, foi detido em 1989 por sua suposta participação em sequestros de bebês nascidos em cativeiro mas, por causa de sua idade, 71 anos, foi colocado em ‘‘prisão domiciliar’’.
MENGISTU HAILE MARIAM: Derrubou em 1974 o imperador da Etiópia, Haile Selassie, e foi derrotado militarmente pelos rebeldes da Eritréia, hoje independente, e da província de Tigre. Fugiu em 1991 para Harare, Zimbabue, onde vive.
MUSSA TRAORE: derrubado em 1991 depois de governar Mali por 32 anos com mão de ferro, foi condenado à morte duas vezes – em 1993 por ‘‘crimes de sangue’’ e em 1999 por ‘‘crimes econômicos’’ – penas transformadas em prisão domiciliar sob vigilância de dez soldados. (AFP)

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