O governo do presidente Bill Clinton, que chega agora ao fim, provou haver uma ‘‘terceira via’’ de atuação na política norte-americana – a ‘‘Via de Clinton’’. Enlouquecedor para aqueles que não o puderam enquadrar (pelo impeachment) como o canalha que julgavam ser, exasperador para os que esperavam mais dele, Clinton trouxe ao país uma política maliciosa, erros de julgamento inacreditáveis e capítulos de uma bem-articulada economia interna. Ele criou, massageou, impediu a ruína – façam suas escolhas – e garantiu o mais forte crescimento econômico que o país já conheceu.
Tudo isso em uma jornada de oito anos, marcada por falhas nos serviço de saúde e na reforma da previdência por uma série de feitos mais modestos. Ele tratou de grandes temas como a harmonia racial. Propôs uniformizar as crianças nas escolas. Ao longo do período, Clinton passou por ciclos de queda e retorno que pareciam operar independentemente das forças a seu redor, sempre contornando as situações desfavoráveis.
É difícil lembrar, em dias como estes, de um Clinton seguro de si, o descuidado político de 46 anos de idade, que chegava ao poder para se tornar o primeiro presidente nascido no pós-II Guerra. Era a hora de mostrar o que a geração posterior à chamada ‘‘Grande Geração’’ poderia fazer.

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