‘O assassino volta ao lugar do crime’, diz militante France Presse De Santiago Manifestantes contrários a Pinochet fizeram passeata ontem pelo centro de Santiago, em repúdio à volta do ex-ditador ao país. ‘‘O assassino volta ao lugar do crime’’, afirmou a secretária geral do Partido Comunista, Gladys Marín, durante manifestação convocada por organizações de defesa dos direitos humanos. ‘‘Vimos a coisa mais grotesca, um Pinochet que chega e se movimenta com os próprios pés’’, destacou a dirigente, ao referir-se ao desembarque do ex-ditador, liberado quinta-feira pelas autoridades britânicas sob o argumento de agravamento de seu estado de saúde. ‘‘Não estava tão enfermo como se disse’’, destacou a presidente do Grupo de Familiares de Detidos Desaparecidos, Viviana Díaz, ao evocar a imagem sorridente de Pinochet no aeroporto internacional de Santiago. Quase mil manifestantes seguiram pela Alameda central de Santiago em direção ao palácio presidencial de La Moneda. No bairro da Providência, a leste de Santiago, milhares de partidários aguardaram a chegada ao Hospital Militar do ex-presidente de fato que governou o Chile entre 1973 e 1990. A polícia interveio quando centenas de opositores jovens enfrentaram um grupo de partidários do general. Não houve nenhuma prisão.