São Paulo - O número de soldados americanos mortos no Iraque chegou ontem a 2.500, segundo informações do Pentágono, três anos depois da invasão do país pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, em 2003. Em Washington, o Pentágono também informou que 18.490 soldados ficaram feridos.
  Também ontem, forças de segurança iraquianas anunciaram ter encontrado documentos pertencentes à Al-Qaeda no Iraque no local onde al Zarqawi, foi morto na semana passada, perto de Baquba (65 km ao norte de Bagdá).
  Segundo o assessor iraquiano de segurança nacional, Mowaffaq al Rubaie, os papéis fornecem informações valiosas sobre o funcionamento da rede terrorista e o paradeiro de seus líderes. ‘‘É o começo do fim da Al-Qaeda no Iraque’’, afirmou Al Rubaie.
  No início deste ano, o governo iraquiano já havia afirmado que a insurgência sunita havia sido ‘‘derrotada’’ pela administração xiita apoiada pelos Estados Unidos. No entanto, a violência prosseguiu no país, matando centenas de pessoas.
  Na terça-feira, um dia após fazer uma visita-surpresa ao Iraque, o presidente americano, George W. Bush, admitiu que esperar a eliminação total da violência no país ‘‘não é razoável’’.
  A morte de Al Zarqawi foi apresentada pelos Estados Unidos e pelo Iraque como uma ‘‘grande vitória’’. ‘‘Nós acreditamos que a Al-Qaeda no Iraque foi pega de surpresa’’, disse Al Rubaie. ‘‘O governo agora trabalha para destruir a rede e dar fim a essa organização no Iraque’’.
  Na quinta-feira passada, o governo iraquiano já havia anunciado que encontrara documentos pertencentes à Al-Qaeda, mas não havia deixado claro se os papéis haviam sido achados no local em que Al Zarqawi foi morto. ‘‘Eu apresento a vocês um documento que foi encontrado nos arquivos de computador de Al Zarqawi, que revela planos e estratégias em detalhes’’, afirmou.

  O documento – cuja autenticidade não foi comprovada por fontes independentes – sugere que a insurgência está perdendo força pelas operações militares dos EUA e propõe maneiras de reverter a situação, por meio de infiltrações nas forças armadas do Iraque, recrutamento de novos membros e fabricação de armas.
  O papel também afirma que a melhor maneira de sair da ‘‘crise’’ seria alimentar um conflito entre os Estados Unidos e outro país, como o Irã, para tirar o foco da atenção sobre o Iraque.

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