Número de soldados americanos mortos chega a 2.500
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quinta-feira, 15 de junho de 2006
Folhapress 
São Paulo - O número de soldados americanos mortos no Iraque chegou ontem a 2.500, segundo informações do Pentágono, três anos depois da invasão do país pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, em 2003. Em Washington, o Pentágono também informou que 18.490 soldados ficaram feridos.
Também ontem, forças de segurança iraquianas anunciaram ter encontrado documentos pertencentes à Al-Qaeda no Iraque no local onde al Zarqawi, foi morto na semana passada, perto de Baquba (65 km ao norte de Bagdá).
Segundo o assessor iraquiano de segurança nacional, Mowaffaq al Rubaie, os papéis fornecem informações valiosas sobre o funcionamento da rede terrorista e o paradeiro de seus líderes. É o começo do fim da Al-Qaeda no Iraque, afirmou Al Rubaie.
No início deste ano, o governo iraquiano já havia afirmado que a insurgência sunita havia sido derrotada pela administração xiita apoiada pelos Estados Unidos. No entanto, a violência prosseguiu no país, matando centenas de pessoas.
Na terça-feira, um dia após fazer uma visita-surpresa ao Iraque, o presidente americano, George W. Bush, admitiu que esperar a eliminação total da violência no país não é razoável.
A morte de Al Zarqawi foi apresentada pelos Estados Unidos e pelo Iraque como uma grande vitória. Nós acreditamos que a Al-Qaeda no Iraque foi pega de surpresa, disse Al Rubaie. O governo agora trabalha para destruir a rede e dar fim a essa organização no Iraque.
Na quinta-feira passada, o governo iraquiano já havia anunciado que encontrara documentos pertencentes à Al-Qaeda, mas não havia deixado claro se os papéis haviam sido achados no local em que Al Zarqawi foi morto. Eu apresento a vocês um documento que foi encontrado nos arquivos de computador de Al Zarqawi, que revela planos e estratégias em detalhes, afirmou.
O documento cuja autenticidade não foi comprovada por fontes independentes sugere que a insurgência está perdendo força pelas operações militares dos EUA e propõe maneiras de reverter a situação, por meio de infiltrações nas forças armadas do Iraque, recrutamento de novos membros e fabricação de armas.
O papel também afirma que a melhor maneira de sair da crise seria alimentar um conflito entre os Estados Unidos e outro país, como o Irã, para tirar o foco da atenção sobre o Iraque.


