Número de mortossobe para 29 em ataques no Egito
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Folhapress 
São Paulo - O número de mortos nos três ataques à bomba contra resorts na península do Sinai, no Egito, ocorridos ontem, já chega a 29, de acordo com autoridades israelenses. A expectativa é que o número cresça devido aos cerca de 30 desaparecidos que estão nos escombros do hotel Hilton, em Taba.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou ontem que conversou com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, logo depois das explosões no Egito. Ambos concordaram em ''concentrar esforços e forças para lutar contra o terror''. Sharon agradeceu a ajuda do Egito na remoção dos feridos e mortos do local.
As três explosões que atingiram ontem diferentes localidades turísticas na região egípcia do mar Vermelho, próximo da fronteira com Israel, podem deixar um número ainda maior de vítimas: 38 pessoas continuam desaparecidas e há pedaços de corpos que ainda não foram identificados. ''A esperança é mínima de se encontrar sobreviventes porque a explosão foi muito violenta'', declarou Shamun Romash, chefe das equipes de resgate que trabalham no local. Romash estima que 100 quilos de explosivos foram utilizados pelos autores do ação.
Um lado inteiro do hotel Hilton, em Taba, que abrigava 430 quartos distribuídos em dez andares, foi ao chão. Alguns turistas morreram dentro de seus quartos. A polícia disse que o teto do restaurante do hotel despencou, e que era possível ver corpos entre os escombros. Oficiais israelenses disseram que um caminhão carregado de bombas explodiu na entrada do hotel. Em seguida, um ataque suicida explodiu perto da piscina.
Os resorts atacados ontem são muito frequentados por turistas israelenses, que têm sido alertados pelo governo de Israel para evitar esses locais. O atentado de ontem foi um dos maiores ocorridos no Egito contra turistas e estrangeiros, desde que 58 estrangeiros foram mortos em Luxor em 1997. A ação foi reivindicada pelas Brigadas Islâmicas de Tahwid, um grupo supostamente ligado à Al-Qaeda. A autenticidade da autoria do ataque não pôde ser verificada.


