Pelo menos 20 mil pessoas morreram no terremoto que devastou o Estado de Gujarat, no Oeste da Índia, na última sexta-feira. A informação foi dada a televisão indiana pelo ministro da Defesa George Fernandes.
‘‘O saldo de mortos pode ser de ‘‘20 mil e provavelmente mais’’, declarou Fernanes ao canal de televisão Star News, enquanto visitava a localidade de Anjar, uma das mais afetadas.
Ontem, enquanto o ministro da Índia apelava por ajuda, equipes de resgate e cães farejadores encontraram poucos sinais de vida entre a destruição em Gujarat, o estado oriental da Índia que sofreu a força principal do terremoto.
Centenas de pessoas permanecem diante das ruínas de uma escola pública. Cerca de 400 crianças estavam no interior dela no momento do terremoto, festejando o Dia da Independência. Outros 70 colegiais morreram em Ahmedabad (capital de Gujurat) ao desabar o prédio do colégio Swaminarayan. Só uma dezena foi resgatada com vida. Na mesma cidade, socorristas tentam tirar 19 estudantes de Engenharia do meio dos escombros da faculdade de Engenharia.
‘‘A cada minuto aumenta o número de mortos’’, disse o secretário do Interior de Gujurat, Keshubai Patel. O governo indiano enviou dezenas de escavadeiras para as cidades atingidas. ‘‘Precisaríamos de milhares de máquinas para para diminuir os efeitos dessa tragédia’’, ressaltou Patel, lembrando que o terremoto de sexta-feira foi o mais devastador desde a independência da ãndia da Grã-Bretanha há mais de 50 anos.
Mais de 200 mil pessoas estão desabrigadas. O governo indiano está solicitando ajuda internacional, principalmente doações de barracas, cobertores, agasalhos e medicamentos. O terremoto terá reflexo negativo na economia do país, motivo pelo qual o governo indiano pediu ajuda de US$ 1 bilhão ao Banco Mundial.
No domingo pela manhã, outro terremoto de 5,9 na escala Richter causou novo caos em Ahmedabad. Algumas pessoas saíram às ruas, abandonando os imóveis onde passaram a noite. A maioria dos habitantes, no entanto, preferiu passar a noite ao ar livre, em parques e jardins.
‘‘É muito preocupante. Existem fissuras que apareceram nos imóveis que até agora não pareciam afetados’’, explica Sunil Raghu, um habitante de Ahmedabad.
‘‘Saímos de nossa casa na manhã do terremoto e voltamos ontem. Com o cair da noite, saí durante uma hora e, quando voltei, notei grandes fissuras nas paredes. Não temos qualquer garantia de segurança quanto à construção’’.
Um menino nascido no exato momento em que acontecia o violento terremoto foi batizado ‘‘Bhukamp’’, que significa ‘‘Terremoto’’, informou o jornal Asian Age. O bebê nasceu em Ahmedabad, a principal cidade do Estado de Gujarat, às 8h46 locais (1h16 no horário de Brasília) de sexta-feira passada. A mãe, Riddhi Pandiya, foi quem teve a idéia do nome.

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