Número de mortos em atentados cresce 80%
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Das agências 
Londres - O número de pessoas mortas em atentados em todo o mundo aumentou 80% no ano passado, o maior nível já registrado, informa o "Institute for Economics and Peace". No total, 32.658 pessoas morreram em ataques terroristas em 2014, segundo o índice de terrorismo mundial, contra 18.111 em 2013. O grupo islamita Boko Haram, baseado na Nigéria, e o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) são responsáveis por metade das mortes, segundo um estudo coordenado pelo instituto.
O estudo define terrorismo como "a ameaça ou o uso real de uma força ilegal e de violência por parte de um ator não estatal para alcançar um objetivo político, econômico, religioso ou social por este meio, a coação ou a intimidação". O estudo mostra que o terrorismo está geograficamente concentrado. Cinco países - Afeganistão, Iraque, Nigéria, Paquistão e Síria - registraram 78% das mortes em 2014. O Iraque é o país mais afetado pelo fenômeno, com 9.929 mortos em consequência do terrorismo. A nação registra o maior número de atentados e de vítimas da história em um único Estado. A Nigéria, no entanto, é o país que registra o maior aumento no número de mortos, com um avanço de mais de 300%, com 7.512 mortes.
O risco de morrer em um atentado é menor nos países ocidentais, onde tais atos geralmente são cometidos por "lobos solitários" motivados pelo extremismo político, o nacionalismo ou uma supremacia racial ou religiosa, mais que pelo fundamentalismo islâmico, segundo o estudo. O Reino Unido é o país ocidental com mais incidentes do tipo, principalmente relacionados aos paramilitares republicanos na Irlanda do Norte. O estudo calcula que o custo econômico do terrorismo foi de US$ 52,9 bilhões em 2014, o maior nível registrado. No ano 2000, o valor era dez vezes menor.
O governo da Rússia informou ontem que uma bomba derrubou o avião da empresa russa Metrojet no Egito, no último dia 31, com 224 pessoas a bordo. Segundo informação publicada no site do governo russo, o chefe do serviço de segurança, Aleksandr Bortnikov, informou ao presidente Vladimir Putin que as investigações detectaram traços de explosivos como a causa da queda. O avião caiu na península do Sinai 23 minutos após a decolagem. Não houve sobreviventes.
A bomba, segundo Bortnikov, tinha 1 quilo de TNT. "Podemos dizer que, definitivamente, foi um ato terrorista", declarou. Putin ordenou uma investigação imediata sobre os autores do atentado. No dia da queda do avião, um grupo extremista islâmico que atua na região do Egito, apontado como aliado da facção radical Estado Islâmico, reivindicou a autoria.


