Número de execuções no mundo, por pena de morte, cai 25%
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Agência Folha 
São Paulo - O número de execuções ''legais' caiu 25%, de 1.526 para 1.146, em 2003 em relação ao ano anterior, informou ontem a ONG Anistia Internacional. De acordo com a organização, dos 28 países que adotam a pena de morte, apenas quatro - China, Irã, Estados Unidos e Vietnã - foram responsáveis por 84% das execuções.
De acordo com as informações oficiais, a China executou 726 pessoas em 2003, 32% a menos do que o número registrado em 2002 (1.060). Em 2001, quando as autoridades chinesas fizeram uma operação para reduzir a criminalidade, o governo chinês declarou ter executado 2.468 pessoas.
A Anistia Internacional, no entanto, afirma que as informações divulgadas pelo governo chinês não condizem com a realidade. De acordo com a ONG, o número de execuções pode ser até dez vezes maior. O relatório anual da organização cita o depoimento de um parlamentar chinês não identificado segundo o qual a China teria executado mais de 10 mil pessoas no ano passado.
Em segundo lugar na lista dos países que mais executam vem o Irã, com 108 execuções, seguido pelos EUA, com 65 e o Vietnã, com 64. Armênia, Butão, Cazaquistão, Quirguistão e Samoa aboliram ou suspenderam a prática em 2003.
Unidades móveis - A porta-voz da Anistia Internacional, Judith Arenas, expressou preocupação com a nova modalidade de execução adotada pela China. Microônibus com equipes de quatro pessoas se deslocam para aplicar injeções letais logo que os réus são condenados à morte.
De acordo com a organização, a execução imediata, apenas algumas horas depois da condenação, impede que as sentenças sejam revistas e aumenta o número de execuções de inocentes.


