Novos protestos na Indonésia
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Associated Press De Surabaya 
Seguidores do presidente Abdurrahman Wahid ocuparam um porto, atacaram o diretório de um partido rival e seguiram em passeata rumo ao parlamento, ontem. Alguns deles chegaram a alertar sobre a possibilidade de um levante sangrento, apesar dos apelos de calma feitos pelo presidente, que enfrenta um processo de impeachment por acusações de corrupção.
Em outra manifestação, uma multidão impediu a partida de embarcações que cumprem o percurso entre Java e a ilha turística de Bali, informaram funcionários da autoridade portuária em Banyuwangi, situada na província natal de Wahid, Java Oriental, onde foi iniciada uma série de distúrbios há alguns dias. Mais tarde, cerca de mil manifestantes, alguns armados com facas e foices, atiraram pedras e quebraram as janelas de um diretório do Golkar, partido do ex-ditador Suharto. Não há informações sobre feridos.
Ali Maschan, um dos líderes do protesto, disse que ocorreria um derramamento de sangue se o presidente fosse destituído de seu cargo. Haverá vingança e guerra civil, ameaçou. O povo está muito nervoso.
Em Jacarta, cerca de 2.000 partidários de Wahid marcharam pela cidade em direção ao parlamento e queimaram uma bandeira do Golkar.
Wahid criticou seus seguidores pelos protestos violentos. Por que essas pessoas estão causando destruição? Elas deveriam resolver seus problemas por meio de um processo democrático, declarou ele no palácio do governo. Confiem em nós. Nada (mais) acontecerá.


