Os estudantes indonésios realizaram ontem uma marcha pacífica pelo câmpus da Universidade Católica de Atmajaya, em memória de seus companheiros mortos no local pelos soldados do Exército. Este foi o primeiro protesto dos estudantes depois de quatro dias de relativa calma na Indonésia. Enquanto isso, a polícia continuava interrogando os políticos de oposição, que para o presidente indonésio, Bacharuddin Jusuf Habibie, são os responsáveis pelos distúrbios. Milhares de estudantes se manifestaram também em diversas cidades da Indonésia, para exigir reformas e protestar contra as violências do exército. Nenhum incidente sério havia sido assinalado até o final do dia.
Entre as exigências dos manifestantes, figuram o processo contra o presidente Suharto, a demissão do comandante-em-chefe do exército, o general Wiranto, assim como a substituição de Yussef Habibie por uma presidência colegiada encarregada de organizar eleições. Estas manifestações, cotidianas desde a semana passada, culminaram na sexta-feira com violências de parte das forças da ordem, com um balanço de 16 mortos e mais de 450 feridos - todos civis -, traumatizando a população.
Entre 300 e 400 estudantes se reuniram em uma das praças centrais de Jacarta, seguindo em seguida em passeata para a universidade Atmajaya. Os soldados presentes não interferiram, enquanto os manifestantes depositavam coroas de flores e cantavam em coro, em memória de seus companheiros. Outras manifestações foram registradas em Solo, localidade do centro de Java, em Jogiacarta, no centro histórico e universitário a 60 km de Soloa, e em Ujung Pandang, capital das Celebes do Sul.

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