Bagdá - A situação continua se deteriorando no Iraque, onde cinco iraquianos morreram ontem em ataques com foguetes em Mossul e Kirkuk (ambas no norte do país), no dia seguinte a um sábado sangrento e marcado por atentados suicidas contra terminais petroleiros no sul do país, o que causou a interrupção das exportações de petróleo.
O administrador civil americano no Iraque, Paul Bremer, classificou como ''explosiva'' a situação na cidade santa de Najaf (centro) e acusou os xiitas radicais de armazenar armas nas mesquitas, mausoléus e escolas da cidade santa onde está entrincheirado o chefe radical Moqtada al-Sadr.
Por outra lado, a coalizão dirigida pelos Estados Unidos chegou a um novo acordo com os iraquianos para prolongar por tempo indeterminado o cessar-fogo na cidade de Fallujah.
''Chegamos a um novo acordo que prolonga de forma ilimitada o cessar-fogo'', disse Hashem al Hassani, do Partido Islâmico Iraquiano, que participa nas negociações.
Este acordo concluído entre os representantes da cidade sitiada e a coalizão prevê também, a partir de amanhã, a proibição de portar armas na cidade, assim como a realização de patrulhas conjuntas da coalizão, as forças policiais e da defesa civil iraquianas.
Vários foguetes caíram ontem em Mossul sobre uma delegacia de polícia, um hospital, o prédio da televisão e um hotel da cidade, matando pelo menos quatro iraquianos e ferindo outros doze.
Um soldado americano morreu em Bagdá, na explosão de uma bomba artesanal e muitos civis iraquianos, entre eles várias crianças, morreram em um tiroteio que se seguiu à deflagração.
O balanço anterior reportava dois mortos e quatro militares norte-americanos feridos no sábado na explosão de um dhow (embarcação tradicional do Golfo), a qual pretendiam abordar, quando se aproximado a zona de exclusão em torno do terminal de Jor Al-Amaya, segundo indicaram porta-vozes da coalizão. O barco explodiu lançando os homens ao mar.

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