Novos enfrentamentos são registrados na fronteira com o Brasil
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domingo, 24 de fevereiro de 2019
Folhapress 
São Paulo - Apesar de uma manhã tranquila neste domingo (24), a cidade brasileira de Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela, voltou a viver momentos de tensão.
Um grupo de venezuelanos arremessou pedras e e colocou fogo em pneus na tentativa de cruzar para o Brasil. Os militares venezuelanos responderam com gás lacrimogêneo e balas de borracha, aproximando-se da linha da fronteira. As bombas atingiram os manifestantes e jornalistas que estavam na região.
O Ministério da Defesa informou na noite deste domingo que negociou com as forças militares da Venezuela a retirada de veículos blindados da fronteira entre os dois países.
Em nota, o governo brasileiro informou que, após conversas com o país vizinho, chegou-se à conclusão que a presença do aparato militar na barreira montada pelos venezuelanos é inconveniente.
O governo de Jair Bolsonaro disse ainda que, agora à noite, a situação é de normalidade na faixa de fronteira e que as viaturas que transportariam alimentos e remédios para o país vizinho aguardam em Pacaraima até que seja autorizado o acesso.
O sábado (23) foi marcado por confrontos nas fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia quando caminhões e manifestantes tentaram romper os bloqueios militares para fazer entrar a ajuda humanitária.
Estados Unidos, União Europeia e vários países latino-americanos condenaram os ataques a civis.
O governo do Brasil se uniu às críticas aos confrontos e chamou Madurdo de "ditador".
A União Europeia (UE) condenou os atos de violência e o uso de "grupos armados" na Venezuela pelo governo de Maduro para impedir a entrada de ajuda humanitária ao país. Também criticou "a recusa do regime a reconhecer a urgência humanitária, que conduz a uma escalada das tensões". (Com France Presse)


