Novos confrontos armados aumentam tensão nos Bálcãs
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sábado, 10 de março de 2001
Associated Press Da Macedônia 
Rebeldes albaneses étnicos dispararam morteiros ontem contra um vila no sul da Iugoslávia ferindo um menino de 11 anos, ao mesmo tempo em que a Otan intensificava esforços para conter choques armados ao longo da fronteira de Kosovo.
Também ontem, rebeldes albaneses na Macedônia divulgaram suas exigências, pedindo por mudanças constitucionais a fim de refletirem a crescente influência da minoria albanesa étnica no país.
O rebelde Exército de Libertação Nacional reivindicou igualmente uma mediação internacional para pôr fim ao conflito e exigiu que outros países se mantenham neutros apesar do amplo apoio recebido pelo governo da Macedônia.
A atividade de albaneses étnicos tanto no norte da Macedônia quanto no Vale de Presevo, sul da Sérvia, a principal república iugoslava, tem levantado temores de novos distúrbios étnicos dois anos depois que a Otan bombardeou a Iugoslávia a fim de acabar com uma repressão do ex-presidente Slobodan Milosevic contra albaneses kosovares.
Autoridades iugoslavas disseram que o ataque de morteiro dos albaneses étnicos foi dirigido ontem contra a vila sérvia de Oslare, logo depois da zona de contenção de cinco quilômetros de largura. Um dos disparos atingiu uma casa, ferindo um garoto sérvio no braço, acrescentaram. Esporádicos tiros de armas automáticas eram ouvidos na área.
O ataque seguiu-se a um dia inteiro de combates de albaneses étnicos contra tropas macedônias e contra a polícia iugoslava no Vale de Presevo, nas proximidades da zona de contenção entre Kosovo e a Sérvia.
A Otan tem prometido dar vigorosos passos para conter a violência ao longo das fronteiras de uma província que seus soldados de paz têm controlado por quase dois anos. A aliança enviou soldados de paz dos Estados Unidos para a fronteira entre Kosovo e a Macedônia na semana passada e permitiu que forças iugoslavas entrem na zona de contenção entre Kosovo e o resto da Sérvia, que foi estabelecida no começo da missão liderada pela Otan na província em 1999.
Ontem, o enviado especial da Otan Pieter Feith viajou para a zona de contenção numa tentativa de convencer rebeldes albaneses étnicos a aceitarem um cessar-fogo, que poderia ser seguido por conversações para uma solução política do conflito.
Também ontem, a Macedônia informou que suas tropas se confrontaram na noite de sexta-feira com cerca de 20 albaneses étnicos tentando contrabandear armas a cavalo pela fronteira com Kosovo. A Otan anunciou que cinco pessoas suspeitas de terem laços com os insurgentes foram presas na sexta-feira nas proximidades do local do confronto, mas não deu mais detalhes.
A Otan tem sido criticada pelas autoridades iugoslavas e macedônias por responder com lentidão à violência ao redor de Kosovo e por não desarmar grupos militantes na província. Os dois países acusam que os insurgentes estão usando a província controlada pela Otan e pela ONU como um porto seguro e fonte de recrutamento.


