Istambul Pelo menos 27 pessoas morreram e 450 ficaram feridas nos ataques suicidas com carro-bomba cometidos ontem contra dois alvos britânicos na maior cidade da Turquia, Istambul, em atentados assumidos pela rede terrorista Al-Qaeda.
As explosões coincidem com a visita do presidente americano George W. Bush à Grã-Bretanha.
Segundo a agência de notícias Anatolia, a responsabilidade pelos ataques foi assumida em telefonema em nome da Al-Qaeda e de um grupo islamita turco IBDA-C. Os dois grupos anteriormente reivindicaram os ataques suicidas que mataram 25 pessoas e feriram mais de 300 em duas sinagogas em Istambul, no sábado.
''Nossos ataques continuarão. Os muçulmanos não estão sós'', afirmou o interlocutor.
Uma explosão destruiu parte do consulado britânico no histórico setor de Beyoglu, enquanto a segunda deflagração atingiu uma agência do banco britânico HSBC no distrito comercial de Levent.
De acordo com o capelão da sede diplomática, o cônsul britânico Roger Short também teria morrido no atentado.
O ministro do Interior turco, Abdulkadir Aksu, confirmou que as duas explosões em Istambul fazem parte de ''uma segunda onda'' de ataques iniciados com os atentados contra duas sinagogas no sábado passado.
Falando em Estocolmo, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Abdullah Gul, afirmou aos repórteres: ''A Turquia não vai se curvar ao terrorismo''.
Em meio aos destroços do consulado britânico tomados pela fumaça negra, uma testemunha dos ataques afirmou que os atentados foram cometidos com carros-bombas. Dois anexos do consulados ficaram reduzidos a pó e vários carros acabaram destruídos na explosão.
As pessoas, entre elas muitos feridos, perambulavam desorientadas em meio aos escombros, tentando obter ajuda ou se comunicar com parentes através de seus celulares. Alguns moradores chegaram a pensar que a cidade havia sido atingida por um terremoto, o que é relativamente comum na região.
As emissoras de TV locais informaram que as instalações da agência do HSBC também foram completamente destruídas. Cerca de 600 pessoas estavam no prédio na hora da explosão.

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