São Paulo - Ataques contra cristãos mataram pelo menos três pessoas e deixaram dezenas de feridos entre terça-feira e ontem em Bagdá, no Iraque. Os atentados com bombas e morteiros ocorreram dez dias depois da invasão de uma igreja católica no Iraque, com saldo de 52 mortos.
A minoria cristã teme que insurgentes muçulmanos sunitas estejam tentando expulsá-los do país e reabrir o conflito sectário iraquiano. Muitos já falam em fugir do país, que vive sob tensão política desde as inconclusivas eleições de março, que causam disputas entre sunitas, xiitas e curdos pela formação do novo governo.
Bombas e granadas de morteiros explodiram em mais de 12 ataques contra alvos cristãos em Bagdá entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem, segundo autoridades. Uma fonte policial disse que havia três mortos e 37 feridos; outra fonte, do Ministério do Interior, falou em quatro mortos e 33 feridos. Ambas pediram anonimato.
Insurgentes ligados à rede terrorista Al Qaeda reivindicaram a autoria de vários ataques recentes, aparentemente em uma tentativa de reavivar a violência sectária que deixou o Iraque à beira de uma guerra civil em 2003. No último dia 31, 52 pessoas, entre reféns e policiais, foram mortos durante a invasão da catedral de Nossa Senhora da Salvação, no centro de Bagdá. Depois disso, o governo prometeu dar mais segurança aos cristãos.
Dois dias após o incidente, uma série de explosões em bairros xiitas da cidade deixou pelo menos 63 mortos.

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