Novos acusados pela morte de ministro
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de fevereiro de 2002
France Presse 
Cabul - Haverá mais prisões pela morte do ministro da Aviação Civil, Abdul Rahman, anunciou ontem em Cabul o chefe do governo afegão interino Hamid Karzai.
Depois de explicar que, por enquanto, cinco pessoas foram presas pelo assassinato de Rahman, na quinta-feira no aeroporto de Cabul, e que foi pedida a extradição de outros três acusados na Arábia Saudita, Karzai disse que haverá mais prisões.
Além disso, informou numa coletiva de imprensa, que há duas pessoas que foram identificadas pelas descrições, mas ainda não sabemos seus nomes para fazer a prisão.
Há generais e autoridades dos ministérios da Defesa, Interior e Justiça entre os acusados de um crime que Karzai insistiu em dizer que não teve motivações políticas, mas pessoais.
Segundo ele, a prisão de pessoas de esferas governamentais não criou fissuras no Executivo, que continua completamente unido.
Os ministros da Defesa e do Interior (Mohamad Qasim Fahim e Yunis Qanuni) vieram me ver na sexta-feira e me disseram que suspeitavam que os assassinos eram dos departamentos de defesa e segurança, explicou.
Várias testemunhas afirmaram que o ministro, que deveria viajar para Nova Délhi enquanto centenas de peregrinos esperavam há dias para ir à Meca, foi tirado do avião por estes homens e linchado na pista.
Essa primeira versão, comunicada oficialmente, foi logo modificada pelo próprio Karzai, que atribuiu o crime a altas autoridades, baseando-se em testemunhas oculares, reiterou ontem.


