O reator mais próximo da estabilidade está vazando água radioativa na problemática usina nuclear japonesa em Fukushima, disse a empresa responsável nesta quinta-feira (12), o que pode atrasar os planos para a solução do pior acidente nuclear desde Chernobyl.

Trabalhadores na usina Fukushima Daiichi, que foi atingida por um gigantesco terremoto e tsunami no dia 11 de março, estão bombeando água nos quatro reatores na expectativa de fazer os combustíveis nucleares terem um "desligamento a frio".

Mas depois de consertar um medidor no reator 1 no início desta semana, a Tokyo Electric Power Co, que opera a usina, descobriu que o nível de água no recipiente de pressão que contém barras de urânio combustível caiu cinco metros abaixo do ideal. A água precisa cobrir o combustível quando as operações estão normais.

"Deve existir um grande vazamento", disse Junichi Matsumoto, gerente geral da empresa conhecida como Tepco, disse em coletiva de imprensa. "As barras de combustível devem ter derretido e caíram. Isto deve ter danificado o recipiente de pressão e criado um buraco", acrescentou.

Como a temperatura de superfície do recipiente de pressão estava entre 100 a 120 graus Celsius, Matsumoto disse que a estratégia de resfriar urânio derretido com o bombeamento de água iria continuar.

Quase 10,4 mil toneladas de água foram bombeadas dentro do reator até agora, mas ainda não está claro para onde o vazamento está indo. A alta radiação torna difícil que funcionários verifiquem o local, disse Matsumoto.

A Tepco anunciou um cronograma no mês passado sobre a crise, dizendo que procurava resfriar os reatores até um nível estável e reduzir o vazamento de água radioativa nos primeiros três meses. Assim, poderia fazer o "desligamento a frio" dos reatores em três a seis meses.

Com informações da agência Reuters.

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